domingo, 6 de abril de 2008

Solstício

Finda é a era em que os dias fenecem,
Em que o negrume tem na terra governo.
Em que raios do sol nenhum corpo aquecem,
E o solo morre em gelado inferno,
É dia de esperança:
para os caçadores,
Que feros cavalgam pelo firmamento
Deixamos à porta, em sinal de bonança
Boas vitualhas, como mantimento.
Enfeita-se o tronco do eixo do mundo,
brindamos comendo e bebendo à lareira
Pedimos aos deuses nova vida à eira:
Que o ventre da terra renasça, fecundo.
E dançamos loucos, a toda a brida
Celebramos felizes o retorno eterno
O desabrochar de uma nova vida
Na noite mais longa de todo o Inverno.





Escrito em finais de 2006

1 comentário:

Anónimo disse...

Fala-me de Litha no dia mais longo do ano...
O auge do poder do Sol pronuncia também o seu declínio... No entanto, durante esse dia ( e só nesse, único...) o Sol transforma as forças da destruição, com a luz do amor e da verdade.